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  • Além das Páginas: o clube de leitura para expandir seu universo literário

    Além das Páginas: o clube de leitura para expandir seu universo literário

    Se você sempre sonhou em viajar o mundo sem sair do lugar e ainda fazer com a companhia de boas histórias e conversas apaixonadas, vem conhecer o Além das Páginas, o clube de leitura criado com muito carinho por Paloma (@eusou_paloma) e Gisele (@abducaoliteraria2).

    Mais do que apenas ler livros, a proposta aqui é explorar culturas, trocar ideias e fazer amizades, tudo em torno daquilo que a gente mais ama: boas histórias.

    Por que este clube é diferente?

    Porque ele nasceu com um objetivo claro: ampliar horizontes literários e culturais, mergulhando em narrativas de diferentes partes do mundo. Em 2025, embarcaremos juntos em seis rotas literárias, cada uma representando um continente, com obras cuidadosamente escolhidas para provocar reflexões e conversas inesquecíveis.

    Além disso, o Além das Páginas é:

    • Gratuito: não há mensalidade nem taxas. Basta ter vontade de ler e participar.
    • Acolhedor: temos um grupo no WhatsApp cheio de gente incrível.
    • Organizado: com um cronograma bimestral e encontros online no final de cada leitura.
    Ler é viajar sem sair do lugar.


    Quem são as idealizadoras?

    Booktuber desde 2016, adora criar vlogs literários e mergulhar em histórias que misturam fantasia e romance. Seus quadros criativos e temáticos cativam leitores de todos os estilos.
    Designer, publicitária e criadora de conteúdo. É apaixonada por fantasia épica, ficção científica e tudo o que a faça se sentir abduzida por outros mundos (inclusive o do clube!).

    Juntas, formamos a dupla por trás dessa jornada coletiva que é o Além das Páginas. 💜

    O itinerário 2025: uma volta ao mundo em 6 livros

    Ao longo do ano, o clube vai explorar seis livros ambientados em diferentes partes do mundo, mesclando gêneros como fantasia, thriller, ficção histórica e não-ficção. O foco é a diversidade de experiências humanas, com representatividade cultural, de gênero e social.

    Janeiro/Fevereiro

    A Filha do Dr. Moreau, Silvia Moreno-Garcia
    América do Norte | Ficção histórica + Horror
    Uma jovem mestiça vive em uma ilha isolada, cercada de segredos científicos e experiências bizarras. Livremente inspirado em A Ilha do Dr. Moreau, o livro mistura colonialismo, ciência e horrores tropicais com toques góticos.

    Março/Abril

    Bolo Preto, Charmaine Wilkerson
    América Central | Mistério + LGBTQ+
    Após a morte da mãe, dois irmãos recebem uma gravação revelando segredos familiares e a existência de uma filha perdida. A busca por identidade e reconexão familiar se entrelaça com temas de cultura caribenha, pertencimento e comida como herança.

    Maio/Junho

    Minha Irmã, a Serial Killer, Oyinkan Braithwaite
    África | Thriller + Sátira social
    Korede vive à sombra da irmã bela e carismática, que também é uma assassina reincidente de namorados. Com humor ácido e crítica social afiada, o livro questiona lealdade, família e os limites da cumplicidade feminina.

    Julho/Agosto

    Ela Se Tornou o Sol, Shelley Parker-Chan
    Oceania | Fantasia histórica + Romance sáfico
    Em um mundo devastado pela fome e pela guerra, uma garota rouba o destino glorioso do irmão morto e assume sua identidade. Uma história sobre ambição, identidade de gênero e poder, ambientada em uma reimaginação da China imperial.

    Setembro/Outubro

    Castelo no Espelho, Mizuki Tsujimura
    Ásia | Realismo mágico + Found family
    Sete adolescentes solitários descobrem um portal para um castelo mágico, onde podem escapar de suas dores do mundo real. Um conto terno sobre amizade, traumas escolares e o poder de serem vistos de verdade, com toques de conto de fadas moderno.

    Novembro/Dezembro

    Vozes de Tchernóbil, Svetlana Aleksievitch
    Europa | Não-ficção histórica
    Um retrato humano e pungente do desastre nuclear de 1986, narrado por quem viveu a tragédia. Com depoimentos reais, a autora compõe um mosaico de dor, silêncio e sobrevivência, uma das obras mais marcantes da literatura contemporânea.

    Todos os livros foram escolhidos para provocar conversas significativas sobre cultura, identidade, trauma e esperança.

    Como Funciona o Clube?

    • Leituras bimestrais, com tempo tranquilo para quem lê em ritmo mais lento.
    • Encontros online ao fim de cada ciclo, para debater ideias e impressões.
    • Grupo no WhatsApp, com trocas diárias, acolhedoras e espontâneas.
    • Sem custos: o clube é gratuito, feito por amor à leitura.
    • Temas globais e escolhas diversas, com foco em representatividade e experiências plurais.

    Confira nossas discussões até agora:

    Designing
  • O Canto Mais Escuro da Floresta, de Holly Black

    O Canto Mais Escuro da Floresta, de Holly Black

    Holly Black sempre teve um talento especial para escrever fadas do jeito que elas realmente deveriam ser: traiçoeiras, selvagens e perigosas. Em O Canto Mais Escuro da Floresta, ela mistura tudo isso com fantasia urbana, clima de mistério e uma dose de aventura adolescente. É como um conto de fadas sombrio disfarçado de série de TV sobrenatural dos anos 2000.

    Fadas podem ser cruéis, magia pode ser mortal e o garoto adormecido num caixão de vidro, um dia pode acordar.

    Um príncipe no caixão de vidro

    A trama se passa em Fairfold, uma cidadezinha peculiar onde humanos e seres feéricos compartilham o mesmo espaço. Lá, é comum que turistas se aventurem até a floresta para tirar fotos de um príncipe feérico adormecido, deitado há décadas em um caixão de vidro, envolto por musgo, folhas e superstição. Ninguém sabe de onde ele veio ou por que está ali, mas todos o tratam como parte do folclore local. Até que, um dia, ele desaparece e tudo muda.

    É nesse cenário que conhecemos Hazel e Ben, dois irmãos criados na cidade e profundamente marcados pelo mundo mágico à sua volta. Quando crianças, eles brincavam de caçar monstros e forjavam espadas de madeira para defender Fairfold. Mas agora são adolescentes, lidando com traumas, segredos e decisões que ecoam as escolhas da infância. Quando o príncipe some, eles se veem arrastados de volta para a floresta, mas desta vez, sem brincadeira.

    Mistérios e um toque nostálgico

    O que eu mais gostei foi o clima de aventura com tons sombrios, meio Stranger Things, onde adolescentes enfrentam perigos sobrenaturais e descobrem verdades desconfortáveis sobre si mesmos e suas famílias. Hazel tem um passado mais sombrio do que deixa transparecer. Ben carrega um dom mágico que o assusta. E as fadas? Não são criaturas bondosas com asas cintilantes. São violentas, manipuladoras, imprevisíveis.

    A cidade inteira vive nesse limiar entre o encantamento e o terror. As criaturas feéricas andam por Fairfold, fazendo acordos que sempre custam mais do que parecem. E, no centro de tudo, há um coração que bate com melancolia e desejo de liberdade, tanto para o príncipe adormecido quanto para os irmãos que precisam decidir o que estão dispostos a sacrificar.

    Éramos crianças. Pensávamos que poderíamos matar monstros e salvar o mundo. Agora sabemos que monstros vencem. E às vezes, salvá-los dói mais

    Uma fábula moderna

    Eu já sou apaixonada por O Príncipe Cruel e o universo de Elfhame, mas esse livro tem uma energia própria, embora contida, quase como uma balada folk. É uma aventura mágica, mas também sobre amadurecimento, sobre como o passado deixa marcas invisíveis e como o fantástico pode ser tão assustador quanto belo.

    Se você gosta de florestas com segredos, fadas que mordem antes de beijar, e adolescentes tentando encontrar seu lugar entre dois mundos, vai se encantar com essa leitura. Não é meu favorito da autora, mas é uma aventura divertida com fadas assustadoras, então eu nunca vou resistir a uma história assim.

    ★★★★☆

    Recomendo para quem curte mitologia feérica, tramas adolescentes com tensão e aquele clima de mistério mágico no ar, com um pouco de nostalgia.

    Veja abaixo a capa que refiz para o livro <3

    @abducaoliteraria

    “Fadas podem ser cruéis, magia pode ser mortal e o garoto adormecido num caixão de vidro, um dia pode acordar”. #livroscomfadas #fadas #bookswithfae #booktok #booktokbrasil #booktokviral #livrosdefantasia #bookfantasy #ocantomaisescurodafloresta #hollyblack #thedarkestpartoftheforest @Galera Record

    ♬ Tomorrow – Adrián Berenguer
  • Piranesi, de Susanna Clarke

    Piranesi, de Susanna Clarke

    Conheça Piranesi, um labirinto onírico de Susanna Clarke, também famosa pelo aclamado Jonathan Strange & Mr. Norrell. Uma obra que foge do comum, uma experiência que mistura mistério, simbolismo e poesia em poucas, mas profundas páginas. Diferente das fantasias tradicionais, esse livro convida o leitor a entrar em um universo estranho e fascinante, onde a realidade se dobra, e a própria Casa se torna um personagem.

    A Casa

    A história se passa em uma Casa gigantesca, com “C” maiúsculo, um espaço labiríntico formado por salões infinitos, escadarias que parecem não ter fim, estátuas colossais e até marés que invadem os andares mais baixos. Esse espaço não é apenas o cenário, é um personagem vivo, misterioso e reverenciado. O protagonista, que chamamos de Piranesi pelo único outro habitante com quem tem contato, vive isolado ali, criando um diário detalhado de suas descobertas e rotinas. Para ele, a Casa é quase uma divindade: ela lhe oferece alimento, companhia (através das estátuas que ele trata como seres vivos) e abrigo.

    Personagens e mistérios

    Piranesi é um narrador singular: inocente, metódico, profundamente observador e ao mesmo tempo frágil na sua compreensão da realidade. Ele parece aceitar seu isolamento e a estranheza do lugar com uma serenidade que instiga o leitor. Ao seu lado, temos “O Outro”, um homem misterioso que se apresenta como cientista e com quem Piranesi mantém encontros ambíguos. A dinâmica entre eles é carregada de desconfiança, mistério e um leve desconforto, que aos poucos faz o leitor questionar suas intenções e o verdadeiro significado da Casa.

    As estátuas, réplicas de figuras do mundo real, são mais do que ornamentos: possuem uma “presença” quase viva para Piranesi, que as conhece como velhos amigos. Esse detalhe reforça o tom onírico e simbólico do livro, fazendo o ambiente parecer vasto e ao mesmo tempo íntimo.

    Uma narrativa contada em diários

    O formato epistolar, contada através de um diário é fundamental para o ritmo da obra. A leitura pode parecer lenta no começo, por conta da minúcia com que Piranesi registra o dia a dia e suas observações, mas essa cadência cria um efeito hipnótico que envolve o leitor em uma espécie de sonho lúcido. O mistério cresce de forma gradual e elegante: por que só existem duas pessoas na Casa? Quem é realmente Piranesi? Qual o papel oculto do O Outro? Cada capítulo abre uma porta para respostas que são ao mesmo tempo esclarecedoras e novas perguntas.

    Sobre a experiência de leitura

    Confesso que, no começo, estranhei o ritmo deliberado e a ausência de explicações claras. Mas como sou perita em mundos confusos de fantasia, me deixei levar e fui cativada pela beleza do mundo através dos olhos do protagonista. A tensão crescente e as descobertas aos poucos me fizeram questionar a realidade apresentada, me prendendo até a última página.

    O final talvez não é explosivo ou surpreendente no sentido tradicional, mas entrega uma resolução condizente com o tom contemplativo da narrativa, fechando o ciclo de forma satisfatória e delicada. Eu amei muito.

    Um dos grandes destaques de Piranesi é a própria Casa, que funciona quase como um personagem vivo, um espaço tão presente e envolvente que parece respirar, pensar e agir por si só. O livro também traz uma bela homenagem ao arquiteto italiano Piranesi, cujas gravuras de prisões imaginárias enriquecem profundamente o simbolismo da obra. Com pouco mais de 200 páginas, a história é compacta, mas cada palavra tem um peso imenso. Além disso, a prosa poética e simbólica de Susanna Clarke convida o leitor a refletir e se perder nesse universo tão singular.

    Se você gosta de histórias que priorizam a introspecção, o mistério filosófico e atmosferas surreais, Piranesi vai te encantar. Não é um livro para devorar, mas para saborear e dar um mergulho lentamente em cada página.

    ★★★★★

  • Warbreaker, de Brandon Sanderson

    Warbreaker, de Brandon Sanderson

    Magia colorida, deuses e uma espada com personalidade

    Existe um momento muito especial quando você termina um livro e pensa: “Eu preciso voltar para esse universo”. Foi exatamente isso que Warbreaker me fez sentir. E olha que, no começo, parecia que seria só mais uma fantasia política sobre reinos rivais. Mas, como o próprio Sanderson gosta de fazer, ele entrega muito mais do que a premissa sugere.

    Warbreaker é uma história de irmãs com uma magia viva. É também um dos livros mais visuais da Cosmere, com um sistema mágico que literalmente brilha em cores, poder e simbolismo.

    Dois reinos, duas irmãs, dois caminhos inesperados

    A história se passa entre dois reinos opostos. Idris, um reino austero, monótono, onde o uso de cores é visto com desconfiança e o culto à simplicidade impera. E Hallandren, vibrante, luxuoso, repleto de deuses vivos e cores intensas. Um lugar onde a beleza é poder e o poder, muitas vezes, é disfarçado de devoção.

      Por motivos políticos, o rei de Idris promete sua filha mais velha, Vivenna, em casamento ao rei deus de Hallandren. Mas, em uma decisão inesperada, ele envia a filha mais nova, Siri, acreditando que Vivenna é “importante demais” para ser sacrificada, ou melhor dizendo, ele optou por enviar sua filha menos favorita para o abate rs. E é aí que tudo começa.

      Siri e Vivenna: jornadas opostas

      Siri é enviada como um cordeiro ao abate, mas sua trajetória é de puro crescimento. Ingênua no início, ela aprende a jogar o jogo político, a questionar o mundo e a si mesma. Sua curva de aprendizado é daquelas que dá vontade de torcer junto.

      Já Vivenna é o oposto. Treinada a vida inteira para o papel de princesa diplomática, ela se vê perdida, sem propósito. E é nesse vazio que sua verdadeira transformação acontece. Ela vai de controladora a vulnerável, e então encontra força em sua queda. Também é difícil não se envolver.

      Lightsong, o deus que não acredita em si mesmo

      Se existe um personagem que roubou meu coração (e o protagonismo sem pedir licença), foi Lightsong.

      Ele é um “retornado”, um deus que morreu e voltou, agora cultuado por fiéis, mesmo sem ter ideia de por que ou como mereceu essa posição. Cínico, sarcástico e absurdamente inteligente, ele é o alívio cômico da trama, até que você percebe que há muito mais por trás de seu humor.

      Confesso, comecei achando ele insuportável. Terminei gritando: “Não fale mal do Lightsong perto de mim!”

      Vasher e Nightblood: eu queria mais!

      E o que dizer de Vasher, o guerreiro misterioso que anda com uma espada tagarela, sombria e perturbadoramente carismática? Ou melhor: Nightblood, a espada que fala, questiona, e às vezes mata sem pedir muita explicação.

      A dinâmica entre os dois é incrível! Só que… ficou pouco! Eu queria MUITO mais tempo com essa dupla. Felizmente, o próximo livro (intitulado Nightblood) promete mais desse caos encantador. Cadê, Sanderson?

      A magia da Respiração (e das cores)

      O sistema mágico de Warbreaker é um espetáculo à parte. A base de tudo é a Respiração, um tipo de essência vital que pode ser passada de pessoa para pessoa e usada para “despertar” objetos inanimados. É tipo dar alma temporária a bonecos de vodu, tecidos, armas.

      Quanto mais Respirações alguém tem, mais aguçados ficam seus sentidos, e mais poder ele acumula. E o mais bonito: isso tudo se manifesta em cores, que ganham brilho e intensidade conforme a magia acontece.

      Visualmente, é um prato cheio. E como designer e leitora, eu fiquei encantada.

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      Uma história lenta até que explode

      O ritmo do livro é, sim, um pouco mais lento. Há bastante construção de mundo, jogos políticos, investigações silenciosas. Mas quando a história engata de vez, ali pelas últimas 150 páginas, a famosa “Avalanche Sanderson” acontece: ação desenfreada, reviravoltas, revelações, tudo em sequência. E você não consegue mais largar.

      O mistério do vilão, aliás, é outro ponto forte. A trama vai nos levando por caminhos que parecem óbvios até deixar tudo de cabeça pra baixo.

      Warbreaker é uma fantasia rica, instigante e cheia de camadas. Tem humor, tem política, tem personagens femininas incríveis, tem magia única, e tem uma espada que fala (sim, vou repetir isso porque é sensacional).

      É, sem dúvidas, um dos meus favoritos do Sanderson. A escrita é acessível (mesmo em inglês intermediário), e o impacto da história permanece muito tempo depois que você fecha o livro.

      ★★★★★

      Leu Warbreaker? Pretende ler? Me conta aqui nos comentários qual foi seu personagem favorito e cuidado com as espadas que falam, elas podem ser perigosasamente legais.

    • Packs para Bookstagrammers Criativos

      Packs para Bookstagrammers Criativos

      Quer transformar seu perfil literário em um espaço ainda mais bonito, profissional e engajador? Os meus packs de templates foram criados pensando em você que ama livros e quer destacar suas resenhas, indicações e conteúdos com identidade visual e praticidade.

      São artes 100% editáveis no Canva (versão gratuita!), com opções para feed, carrosséis, stories e capas de reels, tudo organizado, acessível e pronto pra usar!

      Conheça todos os packs:

      Pack Bookstagram Clássico

      Perfeito para quem ama um estilo romântico, delicado e com toque artesanal. Esse pack traz flores, texturas suaves e uma estética inspirada em papelaria vintage, ideal para perfis que falam sobre clássicos, literatura nacional e aquele bom café com livro.

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      👉 Inclui: 45 templates para posts, 15 para stories, 5 capas para reels + 1 preset Lightroom gratuito

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      🚀 Pack Bookstagram Antenado

      Dinâmico, ousado e moderno. Esse pack tem fundo escuro, elementos gráficos vibrantes e uma pegada sci-fi que combina com quem fala de fantasia, distopia, ficção científica e quer posts impactantes. A vibe é nerd chique.

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      👉 Inclui: 44 templates para posts, 15 para stories, 6 capas para reels

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      💕 Pack Bookstagram Romântico

      Com uma paleta acolhedora e tons pastel, esse pack é feito para quem ama histórias de amor, leituras leves e vibes aconchegantes. A estética é leve, calorosa e cheia de carinho, tudo o que a sua timeline merece.

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      👉 Inclui: 44 templates para posts, 15 para stories, 5 capas para reels

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      💌 Pack Bookstagram Romântico 2.0

      A continuação que você pediu! Com uma paleta lavanda e elementos gráficos atualizados, esse pack expande a delicadeza do anterior, agora com foco nos tropes favoritos dos romances. Perfeito pra reels, carrosséis e posts de interação.

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      👉 Inclui: 60 templates entre posts e carrosséis + bônus para destaques

      📓 Pack Bookstagram Retrô

      Cores retrô, texturas vintage e fontes com personalidade. Esse pack é para quem ama estética dos anos 70/80, com uma pegada divertida e nostálgica. Os carrosséis são perfeitos para engajar seu público com estilo único.

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      👉 Inclui: 50 templates para posts únicos e carrosséis

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      📰 Pack Bookstagram Design Editorial

      Elegância minimalista para perfis mais sóbrios. Inspirado em revistas literárias, jornais e diagramação clean, esse pack é a escolha ideal pra quem quer passar autoridade, estilo e sofisticação com pouco esforço.

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      👉 Inclui: 60 templates + bônus para destaques do perfil

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      ☕ Pack Bookstagram Minimalista

      Design clean, paleta terrosa e tipografia elegante. O Pack Bookstagram Minimalista é ideal para quem busca simplicidade sofisticada. Ótimo para perfis que amam uma estética mais neutra, com espaço para texto e respiro visual, sem perder o charme.

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      Me fala, qual seu pack favorito? Vamos arrasar criando conteúdo!
      Pode deixar a sua sugestão para o próximo pack também. 🙂

    • O Olho do Mundo, de Robert Jordan

      O Olho do Mundo, de Robert Jordan

      Começar uma série com 14 volumes pode parecer intimidador, eu sei. Mas há algo mágico e desafiador em mergulhar nas páginas de O Olho do Mundo, o primeiro volume da icônica saga A Roda do Tempo, escrita por Robert Jordan.

      A Roda do Tempo gira, e Eras vêm e vão, deixando memórias que se transformam em lendas. As lendas desvanecem em mitos, e até o mito já está há muito esquecido quando a Era que o viu nascer retorna. O girar da Roda do Tempo não tem inícios nem fins.

      Essa leitura marcou minha vida pela primeira vez há uns bons anos, mas desde quando revisitei a história com o projeto “Tecendo a Roda”, tudo ganhou um novo sabor. E é sobre isso que vim conversar: o que torna essa estreia tão promissora.

      Um prólogo desconcertante

      Se você está começando a leitura agora e já sentiu a cabeça dar um nó no prólogo, respira, você não está só! A história se abre com uma cena enigmática e poderosa: vemos um homem, Lews Therin Telamon, vagando por uma casa em ruínas, devastado por algo que só vamos entender aos poucos. Ele é chamado de “Dragão”, um título que carrega peso e consequências, e tudo indica que cometeu um erro catastrófico. O evento é conhecido como a Ruptura do Mundo, e mesmo que pareça confuso à primeira vista, é um daqueles momentos que vai assombrar a série inteira.

      Minha dica aqui é: não tente entender tudo de imediato. A Roda do Tempo é uma teia cuidadosamente entrelaçada. As peças se encaixam com o tempo, e essa demora faz parte da experiência.

      Dois Rios

      A narrativa principal nos apresenta Rand al’Thor, um jovem simples do vilarejo de Campo de Emond, em Dois Rios. Ele e seus amigos, Mat e Perrin, levam uma vida tranquila, até que o inesperado acontece: criaturas monstruosas chamadas Trollocs atacam o vilarejo, e com elas, chegam também Moiraine, uma misteriosa Aes Sedai, e seu silencioso e imponente guardião, Lan.

      Moiraine logo revela que há algo maior em jogo. Um dos três rapazes pode ser o Dragão Renascido, figura central de uma profecia que pode salvar ou destruir o mundo. E assim, a jornada de autodescoberta e fuga se inicia, cheia de perigos, segredos e questionamentos.

      A magia da série

      Um dos pontos que mais me fascinam na série é a construção do Poder Único, a fonte da magia nesse universo. Após a Ruptura do Mundo, o lado masculino desse poder foi corrompido, o que fez com que os homens que tentam canalizá-lo enlouqueçam. É por isso que, hoje, somente mulheres (as Aes Sedai) o utilizam de forma legítima, o que cria uma dinâmica mágica única e cheia de tensão política.

      Aliás, a presença feminina na série é forte, rica e complexa. Personagens como Moiraine não são apenas poderosas, mas profundamente intrigantes. Mesmo que Rand pareça o protagonista, fica claro desde o início que o universo da Roda gira em torno de múltiplas forças e vozes, e muitas delas são femininas.

      Um início lento, mas cheio de promessas

      Não vou mentir: O Olho do Mundo é um livro de ritmo lento. São mais de 800 páginas que constroem, com calma e detalhe, o cenário, as profecias, as culturas e os conflitos desse mundo. Comparações com O Senhor dos Anéis são inevitáveis no começo, especialmente pela estética de “vilarejo pacato invadido por um mal ancestral”, e também por uma clara homenagem, mas aos poucos a história encontra sua própria identidade.

      Se você está começando agora, meu conselho é simples: tenha paciência. Não tente decorar cada nome, nação ou profecia. A Roda gira devagar, mas quando engrena, te leva junto com ela.

      Por que continuar?

      Confesso: só me apaixonei verdadeiramente pela série a partir do quarto livro, Ascensão da Sombra. Mas isso não significa que os volumes anteriores não tenham valor. Pelo contrário, O Olho do Mundo é o alicerce. É aqui que a Roda começa a girar, que as sementes são plantadas, que os mistérios ganham forma.

      Se você sentir que a leitura está lenta, lembre-se: esse é um universo que vai se desdobrar com o tempo. E quando acontecer, vai valer cada página.

      ★★★★★

      Obs.: Nota na emoção de reviver esse universo que amo tanto.

      Se você já leu, me conta: qual foi sua primeira impressão do livro? Só cuidado com os spoilers, hein?

    • Quarta Asa, de Rebecca Yarros

      Quarta Asa, de Rebecca Yarros

      Dragões, romance e hype. Mas será que entrega tudo isso?

      Fui ler Quarta Asa na onda do hype. E sim, entrei sabendo que estava me jogando num caldeirão que mistura academia militar, dragões e romance com tesão, eu quis dizer tensão. Mesmo assim, decidi encarar a leitura em inglês, com apoio do audiobook, o que, aliás, foi uma escolha que funcionou bem. A narração ajudou bastante a dar ritmo à leitura e a dar vida à protagonista, mesmo quando algumas escolhas da narrativa me deixaram com o olho tremendo.

      Uma protagonista forçada ao combate

      A história acompanha Violet Sorrengail, uma jovem que foi criada para ser uma escriba, até que sua mãe, uma general durona e implacável, simplesmente decide que ela vai se tornar uma guerreira. Sim, do nada. Mesmo que Violet não tenha treinamento, força ou resistência física. Mesmo que seus ossos pareçam feitos de vidro. Mesmo que todo mundo diga que ela não vai durar uma semana.

      O começo do livro é basicamente sobre isso: Violet sendo jogada em um campo de batalha disfarçado de escola, onde apenas os mais fortes sobrevivem. Literalmente. Se você cair do parapeito de boas-vindas, você morre. Se não for escolhido por um dragão, você morre. Se pisar no calo de alguém mais forte… você já entendeu, né?

      Esse início tem uma energia viciante. Tem adrenalina, competição, provas brutais e a promessa de dragões que escolhem seus cavaleiros com base em afinidade e força de espírito.

      Dragões, magia e informações pela metade

      Um dos aspectos mais legais de Quarta Asa é o vínculo com os dragões. Quando um dragão escolhe um cavaleiro, esse vínculo gera poderes mágicos que variam conforme o tipo de dragão. A premissa é incrível. Mas senti falta de mais profundidade.

      A autora entrega pouco sobre os dragões como seres mágicos, como cultura, como lenda. Quais são suas espécies? Como eles vivem fora da academia? Qual a origem desse vínculo? Ficou tudo muito no “dragões são legais, aceite”. E, olha, eu aceito sim, mas queria mais.

      Romance e clichês

      Se você gosta de tensão romântica estilo enemies to lovers, você vai ser alimentado aqui. O livro flerta com um triângulo amoroso entre Dain, o amigo de infância superprotetor, que acha que Violet é frágil demais (e, sinceramente, subestima tudo nela). E Xaden, o bad boy misterioso com passado sombrio, que começa como ameaça e vai se revelando peça-chave da trama.

      O problema é que o romance começa bem, mas escorrega. Lá pela segunda metade do livro, Violet começa a ficar ciumenta, desconfiada, passivo-agressiva, e o relacionamento entra num terreno meio tóxico. Sabe quando você pensa “mas era só conversar, gente…” Pois é.

      Ainda assim, Xaden é um personagem que funciona. Ele tem carisma, tem complexidade, e é o único personagem secundário realmente desenvolvido. O resto… nem tanto, rs.

      Um mundo que se esconde por tempo demais

      Esse livro tem 600 anos de guerra nas costas, mas a gente mal sente isso. A autora menciona o conflito, mas deixa para revelar de verdade o que está em jogo nos últimos 10% da história. O famoso plot twist chega, e ele é bom, mas chega muito tarde.

      Até lá, a trama se resume à vida dentro da academia: provas, lutas, alianças frágeis e flertes perigosos. Tudo bem feito, mas limitado. Quando o mundo finalmente se abre, você percebe que havia muito mais para explorar… só que faltou espaço (ou vontade) de fazer isso antes.

      A reta final traz batalha, sangue, dragões, e uma tentativa de revirar tudo o que você acreditava. Funciona em parte, mas também traz algumas escolhas que me deixaram frustrada. Violet, que deveria estar no centro da ação, fica muito passiva, apenas observando os acontecimentos. Isso tira dela um protagonismo que vinha sendo construído.

      Conclusão

      Quarta Asa é um livro divertido, com uma premissa forte e alguns momentos muito envolventes. A ideia da academia de cavaleiros e os vínculos com dragões têm um apelo difícil de resistir. O romance tem química. A protagonista é interessante quando não está sendo chata, mesmo que nem sempre coerente.

      Mas é também um livro com problemas: personagens secundários rasos, exposição tardia, romance tóxico em alguns momentos, e uma sensação constante de que o melhor da história ficou guardado para depois. Mas infelizmente, não me senti cativada o suficiente para dar sequência à trilogia.

      Até entendo o hype. Mas não acho que entrega tudo o que promete hehe.

      ★★★

      Leu Quarta Asa? Me conta aqui nos comentários!

    • 5 Motivos para Ler A Saga do Assassino, de Robin Hobb

      5 Motivos para Ler A Saga do Assassino, de Robin Hobb

      Se você é apaixonado por fantasia épica que combina ação, política, drama e personagens complexos, A Saga do Assassino merece um lugar na sua estante, e no seu coração. A trilogia, originalmente publicada pela Leya e agora relançada pela Suma com nova tradução e capas, é um verdadeiro marco do gênero, capaz de envolver desde iniciantes até fãs experientes. Aqui estão 5 motivos detalhados para você se jogar nessa leitura inesquecível.

      1. Um enredo épico repleto de intrigas e profundidades políticas

      A trama central gira em torno de FitzChivalry Farseer, um personagem que nasce na sombra da realeza: filho bastardo do príncipe herdeiro dos Seis Ducados, Fitz tem sua vida moldada por segredos e traições desde cedo. Acompanhamos sua formação, não apenas como herdeiro oculto, mas como um assassino treinado para servir ao rei em missões que envolvem política de estado, espionagem e guerras por influência. As relações entre personagens políticos, as alianças frágeis e as batalhas por poder criam uma atmosfera carregada de tensão e realismo, fazendo o leitor sentir que está diante de um tabuleiro vivo, onde cada movimento pode ser fatal. A complexidade das decisões e as consequências imprevisíveis tornam a narrativa uma aula sobre como a fantasia pode espelhar o mundo real em sua dinâmica social e política.

      2. Personagens extremamente bem trabalhados

      Robin Hobb é uma mestre em criar personagens tridimensionais e emocionalmente densos. Fitz, o protagonista e narrador, é um personagem que você sente crescer, sofrer e amadurecer junto com o leitor. Sua jornada não é apenas física, mas principalmente interna, marcada por uma paciência dolorosa e desafios psicológicos profundos. Burrich, seu pai adotivo, traz uma mistura de rigidez e complexidade que é vital para o desenvolvimento de Fitz, ele é o porto seguro num mar de incertezas. A dama paciência, a madrasta de Fitz? Uma grata surpresa e uma das minhas personagens favoritas de toda a literatura. E o Bobo da Corte, esse personagem é uma verdadeira obra-prima: suas falas carregam camadas de significado, e sua presença enigmática instiga o leitor a desvendar seus mistérios. A relação desses personagens entre si é cheia de nuances, alternando momentos de afeto, desconfiança e cumplicidade. Cada inteiração enriquece a leitura de forma única.

      3. Um sistema de magia complexo e cheio de riscos

      Diferente de muitas fantasias que usam a magia como um simples artifício, A Saga do Assassino apresenta sistemas mágicos que impactam profundamente o mundo e seus habitantes. O “Talento” é uma habilidade mental que permite comunicação telepática e manipulação da realidade, mas é um poder que pode consumir quem o utiliza, exigindo disciplina e sacrifícios. Já a “Manha” representa uma conexão quase espiritual entre humano e animal, um vínculo intenso e proibido, carregado de estigma cultural dentro dos Seis Ducados. Esses elementos mágicos não são meros truques narrativos: eles têm consequências reais, éticas e psicológicas para os personagens.

      4. Narrativa profunda e introspectiva

      A escrita de Robin Hobb é um convite para mergulhar na mente de Fitz, explorando suas emoções, dúvidas e conflitos com uma intensidade rara. A narrativa é rica em detalhes e introspecção, o que pode tornar a leitura inicialmente densa, mas recompensa com uma experiência muito gratificante para quem gosta de personagens com profundidade psicológica. A combinação de uma prosa envolvente, ritmo calculado e construção emocional torna a trilogia um daqueles raros trabalhos que ficam na memória muito tempo depois da última página.

      5. Um universo expandido para explorar além da trilogia principal

      Os Seis Ducados, cenário principal da saga, são um reino complexo, com suas próprias regras, conflitos internos e ameaças externas. Mas a experiência de leitura não precisa parar por aí: Robin Hobb criou um universo expandido, com outras séries ambientadas no mesmo mundo. Eu já tive o prazer de ler O Navio Arcano, que me impressionou pela riqueza da construção do mundo e pela continuidade da qualidade narrativa. Essa expansão permite que o leitor se aprofunde ainda mais nas histórias, conhecendo diferentes personagens, culturas e aspectos políticos, tornando o universo da autora um verdadeiro banquete para fãs da fantasia.

      Bônus: Trilogia completa!

      Fitz enfrenta perdas, traições profundas e dilemas que o tornam um protagonista incrivelmente humano. Se você quer uma história que provoque risos, lágrimas e até gritos de frustração, A Saga do Assassino entrega tudo isso e muito mais. Mas sabe o que é melhor? A série foi concluída pela segunda vez no Brasil e você encontra os livros disponíveis pela editora Suma, aqui.

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      Em suma:

      Robin Hobb não escreve livros; ela cria experiências que grudam na alma.

      Se sua paixão é uma fantasia que combina política, emoção e personagens complexos, não perca a chance de ler essa saga que já se tornou um clássico moderno.

    • A Cidade de Jade, de Fonda Lee: máfia, magia e dor no coração

      A Cidade de Jade, de Fonda Lee: máfia, magia e dor no coração

      Olá, abduzidos! Hoje eu trago pra vocês um daqueles livros que pegam a gente desprevenido, esmagam o coração, costuram de novo… só para depois esmagar de novo. Estou falando de A Cidade de Jade, de Fonda Lee, primeiro livro da saga Ossos Verdes.

      Antes de mais nada: eu não sou muito fã de fantasia urbana e esse era meu maior receio. Mas foi só começar a leitura que esse medo evaporou. O livro me prendeu de um jeito que eu nem vi as páginas passarem.

      A história se passa na ilha fictícia de Kekon, um lugar cheio de tradições, cicatrizes de guerra, dinastias familiares e… jade. Sim, essa pedra preciosa é o centro de tudo aqui. E quem é sensível a ela, pode desenvolver habilidades sobre-humanas: agilidade, força, resistência, percepção. Só que isso vem com um preço alto, e nem todo mundo está preparado pra pagar.


      O clã é meu sangue, e o Pilar é seu mestre. Pela minha honra, pela minha vida e pela minha jade.

      O clã Desponta

      É aqui que entra a família Kaul, centro de toda a narrativa. E eu já vou avisando: você vai se apegar. Muito. Temos quatro protagonistas principais, todos eles complexos, cheios de camadas, e com aquele tipo de personalidade que te faz querer abraçar e proteger, mesmo quando eles cometem os maiores erros.

      Lan Kaul, o Pilar, é o líder da família. Gentil, ponderado, respeitado… e carregando o peso de mil expectativas nas costas. Ele tenta ser forte, mas é maleável, íntegro, um verdadeiro pilar. Mesmo com inúmeras as inseguranças.

      Hilo, seu irmão mais novo, é o Chifre: impulsivo, violento, carismático e leal até o último fio de cabelo. Ele é um furacão de emoções. Ao mesmo tempo que quer proteger a família, pode ser brutal com quem o decepciona. Mas por trás dessa casca dura, há uma fragilidade linda e dolorosa. É incrível como eu imaginei que ele seria o tipo de personagem odiável, que me daria mais trabalho defender, mas com o passar da trama, ele se tornou o meu personagem favorito.

      Shae, a irmã que “fugiu” do clã, é inteligente, determinada e cheia de conflitos internos. Ela era a queridinha do avô, mas quando decidiu estudar fora e viver uma vida “normal”, deixou tudo pra trás. Agora, de volta a Kekon, precisa se reencontrar com sua família e com quem ela é de verdade.

      Anden, o primo mais novo, é aquele personagem que dá vontade de guardar num potinho. Meio deslocado, mestiço (o que não é bem visto em Kekon), com uma história trágica e um senso de responsabilidade absurdo. Você torce por ele a cada página.

      Todos eles são falhos. Todos erram. Todos carregam uma honra profunda e real. É impossível não se envolver.

      Intrigas políticas e guerra de clãs

      Décadas depois da libertação de Kekon do domínio imperial, dois grandes clãs dividem a cidade: os Desponta (família Kaul) e os Montanha (liderados por Ayt Mada). Durante muito tempo, essa tensão ficou ali, silenciosa. Mas agora a paz está ruindo, e a guerra é inevitável.

      E que antagonista é essa Ayt Mada, viu? Fazia tempo que eu não sentia medo real de um vilão. Fria, calculista, implacável. Você sabe que ela vai tentar engolir os Kaul vivos, e pior: talvez consiga.

      Pra complicar tudo, uma droga nova entra em cena. Com ela, qualquer pessoa pode usar jade, mesmo que não seja naturalmente sensível. O resultado? Um mercado clandestino crescendo, o poder saindo do controle, e os clãs sendo empurrados para uma guerra sem volta.

      Um mundo vivo e brutal

      A ambientação de A Cidade de Jade é fantástica. A cidade tem cara de anos 90, com tecnologia em crescimento, mas sem celular. O que parece simples, se torna desesperador quando os personagens precisam se comunicar com urgência.

      O sistema de magia é bem construído, amarrado às regras do mundo. A influência da cultura asiática, especialmente do Japão, está em cada detalhe: nos rituais, nas relações hierárquicas, nas tradições que pesam sobre cada decisão.

      Mas o que mais me pegou foi o drama familiar. As emoções aqui são cruas, intensas. Amor, raiva, lealdade, dor, orgulho. Fonda Lee não poupa ninguém. Você vai se emocionar com os sacrifícios, se revoltar com as traições e sofrer com as consequências, muitas delas absolutamente injustas.

      A Cidade de Jade é uma mistura de máfia, kung fu, política e magia. Tem uma vibe de drama asiático com espada e jade. E é absolutamente viciante. Prepare o coração. E se possível, já tenha o segundo livro em mãos! Você vai precisar.

      ★★★★★

    • O Caminho dos Reis – Os Relatos Da Guerra das Tempestades #1 – Brandon Sanderson

      O Caminho dos Reis – Os Relatos Da Guerra das Tempestades #1 – Brandon Sanderson

      Você está prestes a entrar em uma das jornadas mais grandiosas da fantasia épica moderna.

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