Sanderson

O Caminho dos Reis – Os Relatos Da Guerra das Tempestades #1 – Brandon Sanderson

Você está prestes a entrar em uma das jornadas mais grandiosas da fantasia épica moderna.

"Vida antes da morte. Força antes da fraqueza. Jornada antes do destino".

Os Relatos da Guerra das Tempestades: Livro 1 | Livro 2 | LIVRO 3

Hoje eu trago minha resenha (com muita empolgação!) de O Caminho dos Reis, primeiro livro da série Os Relatos da Guerra das Tempestades, também conhecido como a obra máxima de Brandon Sanderson. Sim, aquele mesmo autor conhecido por criar universos complexos, sistemas de magia originais e personagens que grudam na alma da gente.

E sim: O Caminho dos Reis entrega tudo o que promete, e mais um pouco. Porque detalhe, Sanderson levou mais de duas décadas desenvolvendo esse livro. Com esse histórico, é claro que as expectativas estavam nas alturas. E olha… pode ficar tranquilo: ele entrega. Esse é o primeiro volume de uma série planejada para ter 10 livros, divididos em dois arcos. Ou seja, é só o começo, e mesmo assim, já é um livrão em todos os sentidos. Uma narrativa que testa sua atenção e recompensa sua paciência.

Logo de cara, somos jogados em vários inícios de histórias. São vislumbres desconexos, cenas que não fazem sentido imediatamente e isso pode te deixar perdido. Mas faz parte da graça. Esse é um livro que te desafia a montar a imagem aos poucos, como um bom quebra cabeça. Essa é a essência da alta fantasia: cada página é uma surpresa. E Sanderson sabe jogar esse jogo como ninguém.

Os protagonistas de O Caminho dos Reis

Kaladin é o coração da narrativa neste livro. Ele é um jovem que já foi tudo: soldado promissor, curandeiro aprendiz… e agora, um escravo. Acusado de deserção, ele é vendido para um grão-príncipe e enviado às Planícies Quebradas, um campo de batalha formado por platôs irregulares e perigosos. Seu trabalho? Ser um carregador de pontes, literalmente correr com pontes de madeira gigantescas e pesadas enquanto flechas chovem ao redor. É uma função suicida, cruel e simbólica. E é nesse cenário que conhecemos o lado mais humano (e ferido) de Kaladin. Um personagem com traços de depressão, que desperta nosso carinho e empatia rapidamente. Chorei duas vezes com ele. E não sou de me render fácil assim, viu? Mas o que move Kaladin é ver pessoas em sofrimento, e sentir que talvez ainda valha a pena lutar.

Shallan é a intrigante discípula, ela vem de outro reino para tentar se tornar aprendiz da poderosa Jasnah Kholin, uma das eruditas mais influentes do continente. À primeira vista, ela parece ingênua demais… mas há muito por trás da fachada. Shallan guarda um segredo, e sua motivação verdadeira para encontrar Jasnah é muito mais complexa do que aparenta. Os embates filosóficos entre essas duas são um dos pontos altos do livro. Jasnah é simplesmente foda (desculpem, ela é meu ponto fraco), e suas provocações intelectuais nos fazem refletir junto com Shallan. Mesmo que essa não tenha sido a personagem que mais me conquistou emocionalmente, foi a que mais me deixou intrigada.

Dalinar é o guerreiro solitário. Ele é tio do rei e um antigo general lendário, conhecido como o Espinho Negro. Agora, ele tenta seguir um novo caminho, mais honrado, mais reflexivo. E é claro: isso não agrada a todos. Durante as temidas grantormentas, ele começa a ter visões misteriosas que o levam a uma única missão: “Você precisa uní-los.” Só que… como unir um povo que vive da guerra e do lucro que ela traz? A desconfiança cresce, inclusive dentro da própria família. E cabe a Dalinar enfrentar o dilema entre fé e sanidade.

Roshar: o mundo como personagem. Roshar é um dos mundos mais originais que já li. Moldado por tempestades colossais chamadas grantormentas, o continente tem sua geografia, arquitetura, fauna e cultura totalmente adaptadas a esse fenômeno natural. Gramas se escondem no chão. Animais têm carapaças resistentes. As construções são voltadas para proteger contra a fúria do vento. E o mais incrível: tudo isso faz sentido. É um mundo que te educa conforme você lê, e com a ajuda, por exemplo, dos desenhos da Shallan, que são incorporados ao livro. Uma experiência sensorial e visual impressionante.

Sistema de magia, esprenos e a Cosmere

O sistema de magia aqui é tímido, ele vai se revelando aos poucos, junto com a história perdida de Roshar. Um dos elementos mais misteriosos são os esprenos: entidades que reagem a emoções ou fenômenos naturais. Existem esprenos do vento, da dor, da criação, da paixão… Um dos meus personagens favoritos, Syl, é uma esprena que interage com Kaladin e que dá indícios de que há algo muito maior por trás de tudo isso. E sim, a Cosmere está mais presente do que nunca. Esse foi o primeiro livro do Sanderson que li onde o termo Cosmere é citado abertamente e até temos a presença de um certo personagem que já apareceu em outros mundos do autor.

Vale a pena começar a Cosmere por O Caminho dos Reis?

Sim. Mil vezes sim! Você pode começar a ler Brandon Sanderson por aqui, também. Vai perder uma ou outra referência? Vai. Mas nada que atrapalhe seu entendimento. Afinal, essa é a primeira história dessa série e ela já se sustenta sozinha lindamente. Só vá com a mente aberta: esse é um livro para ser saboreado com calma. As primeiras 500 páginas passam voando e, mesmo ao terminar, você sente que só viu a ponta do iceberg.

O Caminho dos Reis é um livro que oferece prazer de leitura, prazer de estar dentro de um mundo épico, de desvendar uma trama complexa e viver com personagens que parecem reais. Se você gosta de fantasia épica, essa leitura é obrigatória. 

★★★★★+❤️

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