O favoritadíssimo Piranesi, de Susanna Clark

Ah, como descrever Piranesi, uma das melhores e mais marcantes leituras do ano?

Esse foi um dos livros no qual me joguei sem saber absolutamente nada sobre a história, e não foi só a melhor decisão que tomei, como também recomendo isso a você. Pare de ler este texto agora mesmo e mergulhe de cabeça nessas páginas que possuem cheiro de coisas antigas e marés.

Mas se você for teimoso (ou já leu o livro e está aqui para saber minha humilde opinião), bora lá!

Aqui acompanhamos um mundo inteiro dividido por salões e estátuas gigantescas, ondas fortes e um tanto ameaçadoras. Nesse mundo resumido a uma Casa, acompanhamos um jovem apaixonado por decifrá-la. É graças a seus registros extremamente metódicos que entendemos um pouco de como ela é, e com isso passamos a dividir com ele toda a reverência que ele sente por ela.

Quanto mais acompanhamos suas desventuras, mais intrigantes as coisas parecem. Intrigante também é perceber que nessa Casa/Mundo só existem duas pessoas vivas. Como isso é possível? (Não é!) A história irá me oferecer respostas plausíveis, ou não se passa de um faz-de-conta para lá de intrigante com uma grande lição de moral no final?

A Beleza da Casa é imensurável; sua Bondade, infinita.

Essas foram apenas algumas das perguntas que me fiz durante a leitura. A resposta não posso te oferecer (novamente, vá ler!), mas pensa em um livro revigorante?

Vou deixar aqui registrada a minha opinião completa e muito baba ovo para esse livro:

E se você já leu (mesmo) me conta aqui o que achou do livro! (Só vale se você amou, como eu, rs).


Piranesi

Título: Piranesi
Autor: Susanna Clarke
Tradução: Heci Regina Candiani
Editora: Morro Branco
Ano: 2021
Páginas: 256
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Em uma realidade onírica, magia e razão estão intrinsicamente ligadas nesta obra que se entranha por tênues labirintos místicos e extraordinários.
Piranesi vive na Casa. Talvez, sempre tenha vivido.
Em seus diários, dia após dia, ele registra de maneira clara e cuidadosa todas as maravilhas que encontra: o labirinto de salões, as milhares de estátuas, as marés que invadem as escadarias, as nuvens que se movem em uma procissão lenta pelos cômodos de cima. Habitualmente, encontra-se com o Outro, sua única companhia e com quem divide as pesquisas e explorações. Às vezes, Piranesi também leva oferendas aos mortos, mas, na maior parte do tempo, está só.
De repente, mensagens começam a surgir no chão, rabiscadas a giz. Há alguém novo na Casa. Mas quem é essa pessoa e o que ela quer? É amigável ou traz consigo destruição e loucura, como diz o Outro?
Textos perdidos têm de ser encontrados. Segredos esquecidos precisam ser revelados. O mundo que Piranesi pensava conhecer está se tornando obscuro e perigoso.

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