• Dica | 5 livros para começar a ler ficção científica

    DON’T PANIC! Se você deseja ler livros de ficção científica, mas não sabe por onde começar, está no lugar certo. Em comemoração ao Dia do Orgulho Nerd, hoje trago dicas de 5 livros de sci-fi ideais para quem está começando no gênero.

    Ficção científica ou sci-fi (abreviação), é um gênero de ficção especulativa que geralmente aborda conceitos de ciência e tecnologia relacionados ao futuro, e como isso interfere na sociedade. Um dos motivos por eu gostar tanto deste gênero, são as inúmeras possibilidades que ele nos apresenta com relação a evolução da humanidade.

  • 5 motivos para ler | Nimona – Noelle Stevenson

    Nimona é uma graphic novel escrita e ilustrada por Noelle Stevenson, lançada no Brasil em 2016 pela editora Intrínseca. Depois de um bom tempo querendo ler, finalmente encaixei Nimona entre as minhas leituras na Maratona Leia Mulheres que aconteceu em março. Na época, eu estava passando por uma leve ressaca literária, e Nimona, com sua história rápida e agradável, ajudou a me livrar dela.

    #1 | N I M O N A

    Ao contrário do que se espera, Nimona deseja se tornar uma grande vilã e distribuir maldades por aí. Para isso, ela decide se tornar parceira de Ballister Coração-Negro, o temido vilão das redondezas, tanto para aprender com ele, quanto para colocar em prática seus planos maquiavélicos. A anti-heroína, que também é uma metamorfa – ou seja, pode assumir a forma de qualquer criatura viva – é poderosa, impulsiva e tem um jeito muito diferente de encarar o mundo.

  • Resenha | Hex – Thomas Olde Heuvelt

    Título: Hex | Autor: Thomas Olde Heuvelt | Tradução: Fábio Fernandes | Editora: Darkside Books | Ano: 2018 | Páginas: 368 | Skoob | Goodreads | Amazon


    SINOPSE: Um jovem escritor vive em uma pacata cidade da Holanda, cercado por uma densa floresta. Os caminhos que ele precisa percorrer entre as folhas, moinhos e lagos o inspiraram a criar uma história macabra que, com sua originalidade e solidez, conseguiu tocar os corações assombrados dos mestres Stephen King, Joe Hill e George R.R. Martin. O terror holandês chega ao Brasil com Thomas Olde Heuvelt. Toda cidade pequena tem segredos. Mas nenhuma delas é como Black Spring, o pacato vilarejo que esconde uma bruxa de verdade do resto do mundo. Os moradores sabem que não se deve mexer com ela. Assim como aconteceu com as bruxas de Salem, Katherine Van Wyler foi condenada à fogueira. Mas a feiticeira sobreviveu e continua rondando a cidade, mais de trezentos anos depois. Com costuras em seus olhos e correntes nos braços, Katherine aparece nos lugares mais improváveis quando bem entende, sussurrando a morte para quem chega perto o suficiente para ouvir. Assim como a Morte Vermelha, de Edgar Allan Poe, ela enfeitiçou a alma da cidade de forma que escapar não é uma opção: quem se afasta demais tem a mente invadida por pensamentos suicidas, e muitos não retornam para contar a história. Os habitantes de Black Spring controlam os passos da bruxa 24 horas por dia através de um aplicativo de celular desenvolvido especialmente para garantir que a bruxa não seja revelada para os Forasteiros. A vigilância constante aumenta o clima de paranoia na cidade, enquanto um grupo de adolescentes desafia as regras e resolve provocar a bruxa para ver se ela é tão perigosa quanto dizem.


    Imagine você, caro leitor(a), estar almoçando tranquilamente em sua casa com a família, e quando olha para trás, um ser sobrenatural está ali observando todos vocês. Imagine ir ao banheiro e dar de cara com uma bruxa com a boca e os olhos costurados. Ou imagine você estando nos amassos com o seu crush, e ali do ladinho está a mesma aberração, como se estivesse observado cada ação sua. É assim que a população de Black Spring vive.

    Black Spring, assim como os seus habitantes, é um dos personagens da história. Uma pequena cidade da região oeste dos Estados Unidos. Inicialmente a cidade foi colonizada pelos holandeses, e ali viveram uma época de caças às bruxas. Uma delas foi Katherine van Wyler, sendo acorrentada, com os olhos e a boca costurados e condenada à fogueira. Mas por algum motivo, ela permanece vagando pela cidade. E por alguma outra razão, ela também não sai dos arredores dela.

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  • Resenha | A Heroína da Alvorada – Alwyn Hamilton

    A Heroína da AlvoradaTítulo: A Heroína da Alvorada (A Rebelde do Deserto #3) | Autora: Alwyn Hamilton | Tradução: Eric Novello | Editora: Seguinte | Ano: 2018 | Páginas: 384Skoob | Goodreads Amazon


    SINOPSE: No último volume da trilogia A Rebelde do Deserto, Amani vai se deparar com a escolha mais difícil que já teve que fazer: entre si mesma e seu país.

    Quando a atiradora Amani Al-Hiza escapou da cidadezinha em que morava, jamais imaginava se envolver numa rebelião, muito menos ter de comandá-la. Depois que o cruel sultão de Miraji capturou as principais lideranças da revolta, a garota se vê obrigada a tomar as rédeas da situação e seguir até Eremot, uma cidade que não existe em nenhum mapa, apenas nas lendas — e onde seus amigos estariam aprisionados.
    Armada com sua pistola, sua inteligência e seus poderes, ela vai atravessar as areias impiedosas para concluir essa missão de resgate, acompanhada do que restou da rebelião. Enquanto assiste àqueles que ama perderem a vida para soldados inimigos e criaturas do deserto, Amani se pergunta se pode ser a líder de que precisam ou se está conduzindo todos para a morte certa.


    Resenha A Rebelde do Deserto | A Traidora do Trono

    “Era o que fazíamos. Sobreviver a uma luta para chegar a outra. De novo e de novo, até morrer”.

    Ensaiei diversas maneiras de iniciar esta resenha, então simplesmente optei por tentar fazer um retrato sincero do que essa trilogia significou para mim, sobretudo A Heroína da Alvorada. A trilogia A Rebelde do Deserto tem uma evolução impressionante ao longo dos seus três livros, começando de forma despretensiosa, com uma construção de mundo incrível, mas exibindo personagens com uma certa camada superficial. Apesar de ter gostado da história, não fiquei desesperada pela continuação. Através do segundo livro, as coisas começam a mudar radicalmente e você passa a enxergar a história de outra maneira.

    Em A Heroína da Alvorada, Alwyn Hamilton apresenta uma ótima conclusão. A evolução com relação a sua escrita e o desenvolvimento dos personagens, que eram as coisas que me faziam ficar com o pé atrás, são bastante evidentes. Para mim, esse foi o ponto que mais apreciei, poder acompanhar o seu progresso e confiar que ela conseguiria fechar a sua história com chave de ouro. E foi exatamente isso o que ela fez.

  • Resenha | Mitologia Nórdica – Neil Gaiman

    Mitologia Nórdica

    Título: Mitologia Nórdica | Autor: Neil Gaiman | Tradução: Edmundo Barreiros  | Editora: Intrínseca | Ano: 2017 | Páginas: 288 | Skoob | Goodreads | Amazon

    Exemplar cedido pela editora para resenha.


    SINOPSE: Na mitologia nórdica, Gaiman permanece fiel aos mitos ao prever o maior panteão dos deuses nórdicos: Odin, o mais alto dos altos, sábios, ousados ​​e astutos; Thor, filho de Odin, incrivelmente forte, mas não o mais sábio dos deuses; E Loki-filho de um irmão de sangue gigante para Odin e um malandro e insuperável manipulador.
    Gaiman modela essas histórias primitivas em um arco romântico que começa com a gênese dos nove mundos lendários e mergulha nas façanhas de deidades, anões e gigantes. Uma vez, quando o martelo de Thor é roubado, Thor deve disfarçar-se como uma mulher – difícil com sua barba e enorme apetite – para roubá-lo de volta. Mais pungente é o conto em que o sangue de Kvasir – o mais sagaz dos deuses – se transforma em um hidromel que infunde bebedores com poesia. O trabalho culmina em Ragnarok, o crepúsculo dos deuses e o renascimento de um novo tempo e de pessoas.
    Através da prosa hábil e espirituosa de Gaiman surgem esses deuses com suas naturezas ferozmente competitivas, sua susceptibilidade a ser enganados e enganar os outros e sua tendência a deixar a paixão inflamar suas ações, fazendo com que esses mitos há muito tempo respirem uma vida pungente novamente.


    Diferente de Neil Gaiman, os breves contatos que tive com a mitologia nórdica veio principalmente através das histórias sobre Vikings, tanto na literatura quanto na TV. Desde então, eu sempre me sentia curiosa com relação aos diferentes deuses que eles cultuavam.

    Quando descobri sobre o lançamento de Mitologia Nórdica, o livro foi direto para a minha lista de desejados, porque finalmente teria a oportunidade de conhecer um pouco dessa mitologia, somando o fato dela ser escrita por um autor que gosto muito. Desde pequeno, Neil Gaiman era fascinado pelos quadrinhos do Thor e a partir daí surgiu o seu interesse sobre os mitos nórdicos, que é o seu universo favorito de lendas.

  • Resenha | Os Braceletes da Perdição

    Os Braceletes da Perdição
    Título:
    Os Braceletes da Perdição (Mistborn: Segunda Era #3) | Autor: Brandon Sanderson | Tradução: Alexandre Martins | Editora: Leya | Ano: 2017 | Páginas: 384 | Skoob | Goodreads | Amazon


    SINOPSE: a evolução do planeta está em risco, e caberá a Wax Ladrian lutar para garantir a harmonia conquistada a duras penas. Em Os braceletes da perdição, ele é recrutado para viajar ao sul para investigar a existência de metais que teriam pertencido ao Senhor Soberano, e conservariam seu poder. Mas, ele descobrirá pistas que apontam para o verdadeiro objetivo de seu tio Edwarn e da obscura organização da qual ele faz parte.


    Resenha A Liga da Lei (Mistborn: Segunda Era #1)
    Resenha As Sombras de Si Mesmo (Mistborn: Segunda Era #2)

    É muito difícil falar sobre um livro que em sua última página tirou meu chão e me deixou sem palavras. Precisei de um tempo para compreender e assimilar tudo o que aconteceu, e isso é bastante comum toda vez que termino de ler um livro de Brandon Sanderson. Você faz o possível para se preparar para o epílogo, mas nunca é o suficiente.

    Em Os Braceletes da Perdição, temos um misto muito interessante do que foi o primeiro e o segundo livro dessa nova era de Mistborn. A história é conduzida com bastante fluidez, junto com os personagens carismáticos que interagem cada vez mais de forma natural e divertida, com uma trama tensa, que cresce e se torna cada vez mais complexa.

    Alguns meses se passaram depois dos acontecimentos que encerraram o último livro. Agora, Wax, Wayne e Marasi se veem em uma difícil jornada para encontrar uma relíquia lendária conhecida como Os Braceletes da Perdição, que pertencia ao Senhor Soberano e é capaz de oferecer todo o poder que lhe pertencia. O que torna tudo ainda mais complicado, é saber que o tio de Wax, Edwarn, quem já provou possuir pretensões inadequadas, também está atrás da relíquia.

  • Resenha | A Traidora do Trono – Alwyn Hamilton

    A Traidora do Trono
    Título: 
    A Traidora do Trono (A Rebelde do Deserto #2) | Autor: Alwyn Hamilton | Tradução: Eric Novello | Editora: Seguinte | Ano: 2017 | Páginas: 440 | Skoob | Goodreads | Amazon


    SINOPSE: Amani Al’Hiza mal pôde acreditar quando finalmente conseguiu fugir de sua cidade natal, montada num cavalo mágico junto com Jin, um forasteiro misterioso. Depois de pouco tempo, porém, sua maior preocupação deixou de ser a própria liberdade- a garota descobriu ter muito mais poder do que imaginava e acabou se juntando à rebelião, que quer livrar o país inteiro do domínio do sultão. Em meio às perigosas batalhas ao lado dos rebeldes, Amani é traída quando menos espera e se vê prisioneira no palácio. Enquanto pensa em um jeito de escapar, ela começa a espionar o sultão. Mas quanto mais tempo passa ali, mais Amani questiona se o governante de fato é o vilão que todos acreditam.


    Resenha A Rebelde do Deserto
    Contém spoilers do primeiro livro.

    “Até que surgiu uma garota, conhecida como a Bandida de Olhos Azuis. Criada nas areias e lapidada pelo deserto, ela ardia em chamas”.

    Quando se abre as portas para outros livros de fantasia um pouco mais adultos, não vou negar que os livros YA deixam um pouco de atender às expectativas, seja pelo clichê insistente, a trama simplista e a demora para a mesma se desenrolar, ou o foco no romance. A Traidora do Trono se desvia tranquilamente de todos esses problemas e apresenta uma história de qualidade e de perder o fôlego.

    Depois de conseguir fugir de sua cidade, Amani muda seus planos e se vê inteiramente ligada com a causa da rebelião de Ahmed, o filho rebelde do sultão que pretende livrar o país das garras tiranas do pai. Agora, ela não luta apenas por sua liberdade, mas também a do seu povo. Em uma das batalhas do príncipe rebelde, Amani é capturada e vira prisioneira do palácio do sultão. Enquanto busca uma forma para escapar, o que parece cada vez mais impossível, Amani aproveita para se aproximar e descobrir o máximo de coisas sobre Oman, o governante tirano. Mas essa proximidade, além de perigosa também deixará Amani confusa, porque quanto mais ela convive com o sultão, mais ela se questiona se ele é tão ruim quanto todos pensam.

  • Enredo – A Roda do Tempo

    Seguindo a ideia de destrinchar os 5 motivos para ler A Roda do Tempo, hoje é dia de falar sobre o enredo da série. Para isso, vou me aprofundar na sua premissa e também apresentar um pouco dos principais elementos que compõem a trama. Não deixe de conferir a postagem sobre O Mundo de A Roda do Tempo, porque será essencial para o entendimento do enredo. Se você ainda não conhece, o que acho difícil, A Roda do Tempo é uma série de alta fantasia que possui 14 livros e 1 prequel. Este mês, a editora Intrínseca lançou o sexto livro da série aqui no Brasil.

    WORLDBUILDINGENREDO – SISTEMA DE MAGIA – PERSONAGENS – MULHERES

    Pense em batalhas épicas, tramas políticas e profecias. Nesta história, tudo se conecta e tende a se repetir com o passar das eras, porque A Roda do Tempo, responsável por tecer a vida na Terra e criar esses padrões, é cíclica e não possui início, nem fim. Por consequência disso, os acontecimentos do passado estão vinculados com o presente e o futuro, periodicamente.

  • Resenha | A Rebelde do Deserto – Alwyn Hamilton

    A Rebelde do Deserto
    Título: 
    A Rebelde do Deserto | Autor: Alwyn Hamilton | Tradução: Eric Novello | Editora: Seguinte | Ano: 2016 | Páginas: 283 | Skoob | Goodreads | Amazon


    SINOPSE:O deserto de Miraji é governado por mortais, mas criaturas míticas rondam as áreas mais selvagens e remotas, e há boatos de que, em algum lugar, os djinnis ainda praticam magia. De toda maneira, para os humanos o deserto é um lugar impiedoso, principalmente se você é pobre, órfão ou mulher.

    Amani Al’Hiza é as três coisas. Apesar de ser uma atiradora talentosa, dona de uma mira perfeita, ela não consegue escapar da Vila da Poeira, uma cidadezinha isolada que lhe oferece como futuro um casamento forçado e a vida submissa que virá depois dele.

    Para Amani, ir embora dali é mais do que um desejo — é uma necessidade. Mas ela nunca imaginou que fugiria galopando num cavalo mágico com o exército do sultão na sua cola, nem que um forasteiro misterioso seria responsável por lhe revelar o deserto que ela achava que conhecia e uma força que ela nem imaginava possuir.


    “Você nunca quis algo com tanta força que se tornou mais do que um simples desejo?”

    O que esperar de uma história de fantasia inspirada na cultura e mitologia do Oriente Médio, com um Q de faroeste e um romance bem construído, inserido perfeitamente dentro da trama? A Rebelde do Deserto apresenta uma aventura gostosa, recheada de mistérios que fazem você querer devorar cada página.

    Depois que perdeu a mãe, Amani vive um verdadeiro inferno na casa dos tios. Morando em um lugar onde não se tem respeito apenas por ser mulher, a garota de olhos azuis vive o desespero de ser forçada a um casamento indesejado e consequentemente assumir a submissão. Todos os dias ela sonha em escapar da sufocante Vila da Poeira e mergulhar no desconhecido e misterioso deserto Miraji para se tornar dona de sua própria vida.

  • Resenha | Maresi (As Crônicas da Abadia Vermelha) – Maria Turtschaninoff

     Título: Maresi | Autora: Maria Turtschaninoff | Tradução: Lilia Loman e Pasi Loman | Editora: Morro Branco | Ano: 2018 | Páginas: 200 | Skoob | Goodreads | Amazon


    Uma história sobre amizade e sobrevivência, magia e encantamento, beleza e terror.
    Maresi chegou à Abadia Vermelha quando tinha 13 anos, durante o Inverno da Fome. Antes disso, só ouvira rumores e fábulas sobre o lugar. Em um mundo onde garotas são proibidas de estudar ou seguir seus próprios sonhos, uma ilha habitada apenas por mulheres soava como uma fantasia incrível. Agora Maresi vive ali e sabe que é real. Ela está segura.
    Tudo muda quando Jai, com seus cabelos emaranhados, cicatrizes e roupas sujas, chega em um navio. Ela fugia da crueldade e dos perigos escondidos em sua terra natal – mas os homens que a perseguem não vão parar por nada, até encontrá-la.
    Agora as mulheres e meninas da Abadia Vermelha terão que usar seus poderes e conhecimento ancestral para combater as forças que desejam destruí-las. E Maresi, assombrada por seus próprios pesadelos, deve confrontar seus mais profundos e terríveis medos.


    “Ler sempre me ajudou a compreender melhor o mundo. Espero que o mesmo se aplique a escrever.”

    Imagine um livro com toques de magia, escuridão e principalmente autoconhecimento. Uma história que envolve laços de amizade, comprometimento, lealdade e sobrevivência em um mundo onde as mulheres são vistas como incapazes de sobreviver sem os homens. (E não, não estou falando sobre a triste realidade de nossa sociedade, que fique claro). Enfim conseguiu imaginar? Então venha se aventurar no mundo criado pela finlandesa  Maria Turtschaninoff.