A Roda do Tempo

O Sistema de Magia em A Roda do Tempo

Olá abduzidos, tudo bem com vocês?

Após um tempinho, estou de volta com a série de postagens que visa destrinchar os 5 motivos para ler A Roda do Tempo. Para quem ainda não conhece, esta é uma série de fantasia épica composta por catorze livros e um prequel. Até então, os seis primeiros livros foram lançados aqui no Brasil pela editora Intrínseca. Hoje é dia de falar sobre o sistema de magia, que à primeira vista parece simples, mas vai se mostrando complexo no decorrer dos livros. Não deixe de conferir as postagens anteriores da série, sobre o mundo e o enredo.

WORLDBUILDING – ENREDO – SISTEMA DE MAGIA – PERSONAGENS – MULHERES

O sistema de magia dentro de uma história de fantasia é essencial para compreendermos o seu universo. Existem aqueles sistemas mais intrincados e ao mesmo tempo criativos, como acontece nos livros do Brandon Sanderdon e da N. K. Jemisin. Tem também os que começam de forma básica, mas ganham um grau de complexidade no decorrer da história, como vemos em Harry Potter. Acredito que o sistema de magia em A Roda do Tempo se enquadra um pouco nos dois exemplos. Ele parece simples, mas vai ganhando inúmeras camadas e surpreende à medida que você vai se aprofundando na trama.

Conforme já abordado em postagens anteriores, a Roda do Tempo é o fenômeno responsável por tecer o Grande Padrão, manuseando a vida de todos os indivíduos da Terra, como fios. Imagine só um grande tear cósmico com sete raios em sua roda, cada raio representando uma Era. Por assim saber, A Roda do Tempo é cíclica e não possui início, nem fim.

A Fonte Verdadeira é a força motora usada no momento da criação do mundo e também utilizada para girar a Roda do Tempo.  Ela é composta por duas metades opostas que se completam: Saidar, a metade feminina, e Saidin, a metade masculina. Dessa fonte, é possível extrair o Poder Único e canalizá-lo. Cada metade da Fonte Verdadeira é distinta uma da outra, portanto homens e mulheres canalizam de forma diferente, e um jamais poderia ensinar o outro a canalizar. Ao usar o Poder Único, o indivíduo é capaz de tecer fluxos e manipular elementos como terra, água, ar, fogo e espírito.

Shai’tan, também conhecido como Tenebroso, é um poder maligno que nasceu no momento da criação. Aprisionado pelo Criador em um local fora da dimensão, ele é uma ameaça constante à Roda do Tempo, e consequentemente ao mundo. Ele promete poder e imortalidade para todos que aceitarem a serví-lo. Em uma época conhecida como A Era das Lendas, após inúmeras guerras contra a Sombra, um grupo de homens Aes Sedai (ordem de canalizadores) liderados por Lews Therin Telamon, o famoso Dragão, conseguem selar novamente a prisão do Tenebroso.

Entretanto, há consequências neste feito. Todos os homens capazes de canalizar são maculados pelo poder de Shai’tan e acabam enlouquecendo. O mundo foi devastado e a humanidade quase destruída. O maior exemplo disso é o próprio Lews Therin, que assassinou a sua família e amigos, e após um instante de lucidez, se matou envolvendo tanto poder que causou a grande Ruptura do Mundo. Desde então, a parte masculina da fonte está maculada e todo homem capaz de canalizar está fadado a enlouquecer e destruir tudo a sua volta.

Quando a história principal se inicia, muito tempo já passou desde a famigerada Era das Lendas, e mesmo assim o mundo ainda vive consequências dessa época. As Aes Sedai são compostas unicamente por mulheres, governadas pela Torre Branca. Sua filosofia se distanciou muito daquilo que era antes da ruptura, e sua popularidade também decaiu – agora elas são evitadas e temidas. Contudo, suas funções incluem ajudar a governar (lê-se manipular os governantes) e também identificar homens capazes de canalizar, que são uma ameaça à humanidade.

Mas, não vamos nos aprofundar muito na questão do enredo, até porque já temos um post só para isso. Voltando ao sistema de magia, existem ainda três artefatos raros construídos através do Poder Único. Eles são denominados como angreal, sa’angreal e ter’angreal. Um angreal possibilita extrair mais do Poder Único do que seria possível. Cada indivíduo capaz de canalizar possui um limite diferente para acessar o poder. A quantidade extra fornecida pelo angreal depende da própria força do canalizador. O sa’angreal funciona de forma semelhante, porém é muito mais poderoso.

Ambos são remanescentes da Era das Lendas, mas o conhecimento sobre a produção se perdeu durante a Ruptura do Mundo. A aparência de um angreal ou sa’angreal varia bastante, mas todos são representados através de miniaturas feitas de materiais variados.

Já o ter’angreal exibe propósitos mais específicos. Ele não é tão raro quanto o angreal e o sa’angreal, e sua aparência pode variar de forma e tamanho – desde anéis até grandes monumentos de pedra.  Alguns funcionam como porta de entrada para outra dimensão, e não depende do Poder Único para ser ativado. Porém suas funcionalidades podem diversificar bastante. 

O sistema de magia evolui junto com a história, se tornando muito mais complexo e interessante. Encontrar angreais e sa’angreais pode se mostrar uma atividade instigante, mas identificar os mistérios que envolvem os ter’angreais empolga ainda mais. Fora que, cada pessoa capaz de canalizar possui uma limitação diferente para acessar o poder, dons específicos e afinidades diferentes com cada elemento. Sem contar o problema dos homens incapazes de canalizar sem enlouquecer. Como disse, a princípio tudo parece simples, mas a história é capaz de nos surpreender bastante no seu decorrer.

A intenção dessa série de postagens, em primeiro lugar, é despertar o interesse de futuros leitores. Também pretendo esclarecer algumas coisas para quem já está se aventurando nos primeiros livros e ainda se sente confuso. Porque a confusão é natural. O mundo de A Roda do Tempo é absurdamente extenso e complexo, e sinceramente, é isso o que torna tudo tão crível e especial.

Me conta aqui qual é o seu status com a série – se você ainda não conhecia, pretende ler ou já está se jogando nela. Que a luz esteja com todos vocês <3

2 Comentários

  • Andre Silveira

    Já li todos que foram publicados na Brasil e posso dizer que é uma fantasia épica das boas. A história, estrutura, enredo e personagens tudo perfeito. A magia achei distinta de tudo que já li, é única. Excelente postagem. 😉

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *