O Mundo de A Roda do Tempo

Já faz algum tempo que realizei uma postagem listando 5 motivos para ler a série A Roda do Tempo. Desta vez, ainda com o intuito de te convencer a conhecer essa história, decidi destrinchar cada tópico e me aprofundar um pouco mais. Para quem desconhece, A Roda do Tempo é uma série de alta fantasia que possui 14 livros (sim, 14 livros!) + 1 prequel. Em abril teremos o seu sexto livro lançado aqui no Brasil pela editora Intrínseca.

WORLDBUILDING · ENREDO · SISTEMA DE MAGIA · PERSONAGENS · MULHERES

Seguindo a mesma ordem, hoje falaremos sobre o worldbuilding, ou seja, a construção de mundo da série. O mundo de A Roda do Tempo é tão sólido que naturalmente você fica imerso durante a leitura, diante das riquezas de diversas culturas, geografia ampla e acontecimentos históricos que só contribuem para tudo parecer muito real.

Antes de mencionar os seus atrativos, você precisa entender como A Roda do Tempo funciona, e consequentemente, porque a série leva o nome deste fenômeno. A Roda do Tempo foi criada por uma divindade conhecida como Criador, com a finalidade de tecer os dias na Terra. A Roda não possui início, nem fim, mas ela depende do Poder Único para girar, efeito que é obtido da Fonte Verdadeira, composta por forças de metades masculinas e femininas (vou me aprofundar mais nisso no sistema de magia). Ela gira infinitamente, tecendo os fios das vidas humanas e construindo o padrão de eras cíclicas, que tendem a se repetir.

No momento da criação, Shai’tan, a antítese do Criador, também foi trazida à existência. Ele é aprisionado pelo Criador em uma dimensão fora do padrão, paralela à realidade, local conhecido como Shayol Gul, mas a Roda do Tempo é constantemente ameaçada por esse poder maligno, que deseja destruí-la e reconstruir o mundo à sua imagem.

❝A Roda do Tempo gira, e Eras vêm e vão, deixando memórias que se transformam em lendas. As lendas desvanecem em mitos, e até o mito já está há muito esquecido quando a Era que o viu nascer retorna. Em uma Era, chamada por alguns de a Terceira Era, uma Era ainda por vir, uma Era há muito passada, um vento se ergueu nas Montanhas da Névoa. O vento não era o início. O girar da Roda do Tempo não tem inícios nem fins. Mas era um início❞.

No decorrer da história, acompanhamos os personagens percorrerem pela vasta geografia desse mundo, e cada vez que eles se deparam com uma nova nação, sentimos o choque entre culturas diferentes, que vai desde aos costumes – modo de se portar, falar e se vestir – até suas crenças.

A construção desses povos e nações são muito diversificadas. Algumas delas sofrem influências de culturas e religiões que não temos muito conhecimento. Como exemplo disso, temos os Aiel; um povo que particularmente gosto muito, e sigo gostando cada vez mais à medida que mais de sua cultura é mostrada na série.

Os Aiel tiveram como base diversas culturas, como cheyenne, apache, beduína, japonesa, berbere e zulu – este último também serviu como inspiração para a construção dos fremen, da série Duna, e por isso se dá tanta semelhança entre eles. Os Aiel são divididos por clãs, vivem no deserto e são conhecidos como guerreiros excepcionais, semelhantes a ninjas. Carregam lanças ao invés de espadas e tratam a luta como algo sagrado.

Se a cultura diversificada dos povos faz nossos olhos brilharem durante a leitura, as menções dos acontecimentos históricos nos fazem apreciá-la ainda mais. Caso Robert Jordan tivesse tido mais tempo, ele poderia ter escrito milhares de outras histórias inseridas neste mundo, porque ele tinha espaço e material de sobra para isso. Por sorte, nós somos beneficiados com algumas histórias dentro de histórias.

Há uma série de eventos interessantes mencionados durante a história que exemplificam esse sentimento, como a Era das Lendas, a Guerra das Sombras, o reinado de Arthur Asa-de-Gavião, a Guerra dos Cem Anos, a Guerra dos Trollocs, entre outros. Adoraria ter a oportunidade de acompanhar como eles aconteceram, a ponto de se transformarem em mitos e lendas. São histórias que aparentam ser tão fascinantes quanto à que nos é apresentada.

A série As Crônicas de Gelo e Fogo é muito conhecida pelo seu universo vasto e rico, mas, como fã das duas séries, digo que o mundo de A Roda do Tempo é tão imenso quanto, e não perde em nada para a história de George R. R. Martin – na verdade, prefiro até mesmo a criação de Robert Jordan. Então, se você aprecia uma boa construção de mundo, essa é uma ótima recomendação.

Para finalizar, deixo vocês com um artigo muito legal da própria editora intrínseca, sobre 14 coisas que você precisa saber antes de começar a ler A Série A Roda do Tempo.

Em breve voltarei para abordar os demais tópicos. Espero que vocês tenham gostado de descobrir um pouco mais sobre esse mundo que gosto tanto, e que de alguma forma eu tenha conseguido atingir o meu objetivo, que é despertar o interesse de vocês para lerem a série.


O Olho do Mundo
O Olho do Mundo (A Roda do Tempo #1)
Skoob | Goodreads | Amazon

SINOPSE: Um dia houve uma guerra tão definitiva que rompeu o mundo, e no girar da Roda do Tempo o que ficou na memória dos homens virou esteio das lendas. Como a que diz que, quando as forças tenebrosas se reerguerem, o poder de combatê-las renascerá em um único homem, o Dragão, que trará de volta a guerra e, de novo, tudo se fragmentará.
Nesse cenário em que trevas e redenção são igualmente temidas, vive Rand al’Thor, um jovem de uma vila pacata na região dos Dois Rios. É a época dos festejos de final de inverno – o mais rigoroso das últimas décadas -, e mesmo na agitação que antecipa o festival, chama a atenção a chegada de uma misteriosa forasteira.
Quando a vila é invadida por Trollocs, bestas que para a maioria dos homens pertenciam apenas ao universo das lendas, a mulher não só ajuda Rand e seus amigos a escapar dali, como os apresenta àquela que será a maior de todas as jornadas. A desconhecida é uma Aes Sedai, artífice do poder que move a Roda do Tempo, e acredita que Rand seja o profético Dragão Renascido, aquele que poderá salvar ou destruir o mundo.


8 comentários

  • Jessica Rabelo

    Oi Gisele. Eu amei seu post. Gosto bastante de livros com uma base ficcional de seu mundo muito bem construída. Tenho certeza que leria esse livro. Sou uma fã incondicional da alta fantasia. Mil beijos.

    Blog: fanficcao.wordpress.com

  • Eloise

    Oláaa Gisele,
    Já ouvi falar dessa série e tenho muito interesse. Amei o mapa criado para essa trama tão amplo que me deixou curiosa para conhecer. Adorei o significado da Roda do Tempo para história, parece ser uma fantasia incrível. Amo séries e essa já está na lista, agora é arranjar um tempo e espaço para ler. Gostei de saber que a editora criou um artigo sobre curiosidades da série. NECESSITOOO!!

    Amei o post!
    Bjokas da Elo!
    http://cronicasdeeloise.blogspot.com.br/

  • Raquel Naya

    Oi Gisele, tudo bem?
    Você sabe que eu já vi tanto essa capa nas livrarias, mas acho que por causa da capa, não senti atrativo nenhum por ela. Mas seu post já me deixou apaixonada. Eu amo alta fantasia, e já estou super ansiosa por começar a ler e ficar por algum tempo dentro dessa história incrível!

    Beijos

  • fabiely

    Oi, adorei o post! Amo quando os autores inserem na suas obras, fatos, descrições, cenários, que permite ao leitor entrar no mundo criado por eles, e sem dúvidas pelo descrito é isso que a leitura promete, sem dúvidas o que torna o livro mais interessante.
    Apesar da série me parecer um pouco estressa fiquei curiosa a conhecer a escrita do autor.
    Beijos

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *