Livro x Filme | Me Chame Pelo Seu Nome

Minha história com Me Chame Pelo Seu Nome começou no Globo de Ouro, quando estava assistindo à premiação e recebi alguns vislumbres do filme, que estava sendo bastante comentado. Depois de saber que era a adaptação de um livro, o meu interesse aumentou drasticamente, então corri para ler a sinopse.

Recentemente li o livro e também conferi o filme depois, e hoje venho mostrar para vocês um pouquinho do que senti durante as duas experiências.

“Se não depois, quando?”

P R E M I S S A

Elio é um jovem de 17 anos, que passa todo verão ao lado da família em uma casa de praia na Itália. Seu pai, um professor universitário, seleciona toda temporada de férias um hóspede escritor, que em troca de moradia, o ajuda com o seu trabalho de correspondências. Desta vez, o escritor é Oliver, um filósofo americano de 24 anos que quer aproveitar o período para concluir os seus escritos sobre Heráclito. Só que, diferente dos antigos hóspedes, Oliver é encantador e atraente, e de imediato desperta o interesse de Ellio.

A princípio, uma espécie de obsessão domina Elio, que tenta disfarçar o seu interesse por Oliver com antipatia e indiferença. Mas, com o passar do tempo, Elio é incapaz de esconder esse sentimento e uma conexão muito bonita começa a florescer entre ele e Oliver, repleta de paixão e intimidade.


L I V R O 

Me Chame Pelo Seu Nome não é o tipo de livro no qual estou acostumada a me aventurar, mas a maior surpresa foi quando me vi inteiramente envolvida dentro da história. A narrativa de André Aciman é poética e envolvente, como se você estivesse de fato, dentro da cabeça de Elio, enxergando com os seus olhos e experimentando cada sentimento do personagem.

Como Elio está narrando partes de suas recordações, você acompanha aos acontecimentos como se estivesse vivendo um sonho. Para quem já passou por fases de transformação ou amadurecimento, vai se identificar com Elio em diversos momentos da trama, e o mais incrível e gratificante dessa história, são as mensagens que ela passa. Mensagens que você só conseguirá captar e entender o sentido se estiver envolvido de verdade com a história. Perdi as contas de quantas vezes li e reli diversas partes do livro.

“Encontramos as estrelas, você e eu. E isso só acontece uma vez na vida”.


F I L M E

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O filme conseguiu capturar a essência do livro com muita eficiência.

Os personagens estão muito bem representados. A evolução e o amadurecimento de Elio foram apresentados com exímio – o garoto retraído que começa a se mostrar e se libertar aos poucos, mostrando quem verdadeiramente é. Assim como Oliver, a princípio frio e distante, revelando sua intensidade com o passar do tempo.

O filme conseguiu captar o clima de veraneio da Itália, tranquilo e quente. As poucas mudanças do livro para o filme foram muito bem-vindas, porque não influenciaram no contexto da história, muito pelo contrário, só ajudaram a contribuir com ela. A trilha sonora é sublime, linda e foi muito bem selecionada, porque condiz com a concepção da história – estou viciada em Sofjan Stevens.


“Arrancamos tanto de nós mesmos para nos curarmos das coisas mais rápido do que deveríamos, que declaramos falência antes mesmo dos trinta e temos menos a oferecera cada vez que iniciamos algo com alguém de novo”.

Me Chame Pelo Seu Nome apresenta uma história genuína, intensa e sedutora. Muito mais do que uma história de amor de verão, ela fala sobre descobertas e amadurecimento. Eu não esperava que ela mexeria tanto com as minhas emoções, e tanto livro quanto filme conseguiram despertar o mesmo sentimento.

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Me Chame Pelo Seu Nome

SINOPSE: Livro que inspirou o filme dirigido por Luca Guadagnino, aclamado nos festivais de Berlim, Toronto, do Rio, no Sundance e um dos principais candidatos ao Oscar de 2018.
A casa onde Elio passa os verões é um verdadeiro paraíso na costa italiana, parada certa de amigos, vizinhos, artistas e intelectuais de todos os lugares. Filho de um importante professor universitário, o jovem está bastante acostumado à rotina de, a cada verão, hospedar por seis semanas na villa da família um novo escritor que, em troca da boa acolhida, ajuda seu pai com correspondências e papeladas. Uma cobiçada residência literária que já atraiu muitos nomes, mas nenhum deles como Oliver.
Elio imediatamente, e sem perceber, se encanta pelo americano de vinte e quatro anos, espontâneo e atraente, que aproveita a temporada para trabalhar em seu manuscrito sobre Heráclito e, sobretudo, desfrutar do verão mediterrâneo. Da antipatia impaciente que parece atravessar o convívio inicial dos dois surge uma paixão que só aumenta à medida que o instável e desconhecido terreno que os separa vai sendo vencido. Uma experiência inesquecível, que os marcará para o resto da vida.
Com rara sensibilidade, André Aciman constrói uma viva e sincera elegia à paixão, em um romance no qual se reconhecem as mais delicadas e brutais emoções da juventude. Uma narrativa magnética, inquieta e profundamente tocante.

 

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